Olimpíadas Rio 2016 – Gastos e prejuízos

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O Comitê Organizador das Olimpíadas de 2016 anunciou o balanço de gastos na última sexta-feira (10/05), em que acumulou um prejuízo total de mais de R$ 149 milhões.

Apesar da receita de R$ 194 milhões, proveniente dos sete patrocinadores do evento, os gastos com novas contratações de funcionários (atualmente possui 467), despesas gerais e despesas administrativas excederam muito acima do acumulado. O Comitê Nacional de Organização das Olimpíadas de 2016 é comandado por Carlos Arthur Nuzman, financiada não só pelos patrocinadores, mas pelo Comitê Olímpico Internacional, a quem recorreu três empréstimos, no total de R$ 63 milhões.

Apesar do prejuízo, o diretor geral de operações do comitê, Leonardo Gryner, afirma que “esse é um resultado natural”. Os organizadores prevêem uma receita R$ 1,1 bilhão, isto só dos patrocinadores, até o ano dos jogos olímpicos.

Faltando um pouco mais de 3 anos, o Comitê já chegou ao valor U$ 570 milhões (R$ 1,142 bi), quase metade do que havia estipulado em sua candidatura (o valor total é de R$ 25,9 milhões).

     





Contudo, um fato que deve preocupar não só aos executivos, mas ao povo brasileiro, é pós-evento. Em outras palavras, o que o impacto das olimpíadas – e da copa do mundo já próxima – irá causar no país. Londres, que organizou os últimos jogos olímpicos, anunciou pouco tempo após o encerramento do evento que o lucro foi irrisório, de 2,4 bilhões de libras, frente aos 9 bilhões gastos na competição.

De que adiantará um evento deste porte se o país pode amargar prejuízos irreparáveis?

Por Willian Gonçalves


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